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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As crianças e os limites



ALGUMAS CRIANÇAS ESTÃO SEM LIMITES E ALGUNS PAIS SEM CONTROLE:
COMO LIDAR COM ESTE DILEMA?










Antes de qualquer pretensão de ensinamento sobre como educar seus filhos, parto do pressuposto de que você, quando resolveu tê-los tinha a consciência das dificuldades e variáveis que iria encontrar. Se não, comece a pensar desde já! 

Educar crianças não é tarefa fácil, mas não é impossível!

Passe a refletir sobre os seus hábitos, suas crenças e a maneira como você encara os desafios da vida, pois os pequenos terão este modelo para seguir. Lembre-se: não faça para os outros o que não gostaria para si mesmo. 
E eu acrescento: não faça para os outros aquilo que você não quer que seu filho aprenda.

Isto não significa que terá de se "policiar" em tudo que faz somente pensando nisto, nós somos seres humanos passíveis de falhas, somente tenha cautela nas suas atitudes. É importante ter em mente que é possível corrigir as falhas como forma de aprendizado e não tenha vergonha que pedir desculpas ao seu filho por alguma atitude equivocada que você cometeu. Mostre que você é o herói (ou heroína) que ele tem, mas que todo herói tem seu ponto fraco.
Converse muito. Veja bem, eu disse converse (dialogar, trocar ideias) e não um monólogo com eram feitos antigamente em algumas ocasiões. Ouça a opinião do seu filho e explique o seu ponto de vista. 

Dê limites claros, possíveis e cumpra-os!

Na hora do nervoso, não adianta você declarar algo que não poderá cumprir e querer que ele faça algo que você próprio não gosta. Mesmo assim, sempre oriente-o o quanto é importante que tenha suas próprias experiências. Vou dar alguns exemplos para explicar melhor.

"Você vai ficar um ano sem televisão." (não é muito tempo?)
"Não gosto que meu filho coma fora de hora." (os pais fazem o mesmo na frente dele)
"Eu vivo brigando com ele para não gritar." (faz isso gritando)
"Eu insisto muito para minha filha comer verduras." (declara para outras pessoas, na frente dela, que odeia verduras)

Existem muitos outros exemplos que eu poderia citar... o mais importante é o equilíbrio e humildade de reconhecer e procurar melhorar nos diversos aspectos da educação.

Seja firme no que você realmente acredita e demostre isso também na expressão facial. Mostre claramente que não concorda com a atitude da criança e se for necessário, diga que não está brincando.

Esses são alguns pontos para reflexão. É claro que existem muitos outros que poderão auxiliar nesta tarefa tão maravilhosa e que traz muitas recompensas. Pense nisso...




Conte também um pouco da sua experiência como pai/mãe e deixe um comentário!






quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dificuldades de Aprendizagem: Síndrome de Irlen


Como seria possível ler um texto escrito desta maneira? 

Pois esta é uma das formas que um portador da Síndrome de Irlen enxerga.






Foi descrita por uma psicóloga chamada Helen Irlen no ano de 1987, nos Estados Unidos e também foi denominada de Síndrome da Sensibilidade Escotópica.

"A síndrome se caracteriza por dificuldades de processamento cerebral das informações visuais, causadas pela sensibilidade a determinados comprimentos de ondas de luz espectral visível ao olho humano" (IRLEN, 1991)

As manifestações mais comuns são fotossensibilidade, desfocamento da leitura, restrição do campo visual periférico, dor de cabeça, dificuldade de adaptação às variações de luz e manutenção da atenção, além de constante lacrimejamento, ardência nos olhos, coceira, ato de tampar o material que está lendo, piscar ou apertar os olhos com frequência, procurar adaptações à leitura com movimentos da cabeça.

Por ser uma disfunção da percepção e não diretamente ligada aos olhos se relaciona com à dificuldades na codificação e decodificação dos símbolos visuais pelo sistema nervoso central. É possível estar em comorbidade com outras patologias como TDHA, dislexia, etc., porém, não pode ser confundida.

O diagnóstico é multidisciplinar apresentado por oftalmologista,  psicopedagogo, psicólogo, neuropsicólogo, neurologista, fonoaudiólogo que realizarão diversos testes afim de o realizar de maneira diferenciada e correta. Entre os testes está o questionário de auto-teste. São perguntas simples que auxiliam o paciente a identificar possíveis sintomas da síndrome.


01. Você salta palavras ou linhas quando lê?

02. Você relê palavras ou linhas?

03. Ao ler um texto, você perde a parte onde estava?

04. Você se "desliga" do que está lendo com frequência?

05. Quando está lendo, precisa fazer intervalos?

06. Você sente que a leitura fica mais difícil na medida em que você lê?

07. Você fica com dor de cabeça quando lê?

08. Quando você lê, seus olhos ficam ardendo, com sensação de areia ou lacrimejando?

09. Ler o(a) deixa cansado (a)?

10. Você pisca, aperta os olhos ou franze a testa ao ler?

11.Você prefere ler em ambiente menos iluminados?

12.Você lê a página muito perto dos olhos?

13. Você usa o dedo ou um objeto para ir marcando onde está no texto enquanto está lendo?

14. Você fica agitado, hiperativo ou mexe muito quando lê?

  A partir de 3 respostas positivas, é importante procurar os profissionais para uma avaliação mais completa.

Existem maneiras de amenizar o sofrimento do portador da síndrome através das áreas do conhecimento apresentadas anteriormente e que se inclui o Método de Irlen. Consiste em uma abordagem de adaptação ao ambiente do paciente com materiais próprios.

  • uso de Overlays - lâminas de sobreposição. Proporciona conforto, nitidez, estabilidade e fluência na leitura.
  • Filtros em óculos ou lentes de contato (prescrita pelo oftalmologista)


De qualquer maneira, é imprescindível a avaliação completa e correta para um tratamento eficaz, além do esclarecimento e tolerância das pessoas que acompanham o paciente!



Fonte:
http://bluelogs.net/drexplica/artigos/visao-aprendizagem-e-a-sindrome-de-irlen/
www.guiameubebe.com.br

http://irlenbrasil.com.br/






segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Relação Professor/ Aluno



Aproveitando a comemoração do dia destes profissionais tão importantes na educação de todo ser humano, apresento uma reflexão acerca dos entraves e facilidades entre o professor e o aluno.

Ao pensarmos na teorias educacionais existentes, percebemos que temos alguns eixos para uma boa relação:

  • Paulo Freire e o diálogo (a interação é o ponto principal para se chegar ao conhecimento);
  • Vygostky e o professor/mediador (início de uma aprendizagem significativa e não imediatista/decorativa );
  • Piaget e o professor/encorajador (observação do aluno a partir de vários aspectos para saber a melhor maneira de incentivá-lo a aprender)
Entre outros...

Os cursos de licenciatura estão cada vez mais escassos pelo fato da profissão estar pouco valorizada tendo-se a consciência de que não falta trabalho (e como!)

Porém, acredito que, como todas as profissões, deve-se trabalhar no que gosta e se dedicar de forma integral, pois as adversidades estão presentes em todos os postos de trabalho existentes, cabe a nós aprendermos a lidar com elas.

O que você acha do próprio profissional da educação não acreditar nela? Que tal pararmos de tentar buscar no outro a justificativa pelo fracasso escolar? Será que existe justificativa ou estamos perdendo tempo em tentar encontrá-la?

De tantas obrigações que o professor tem a cumprir a primordial é a interação com seu aluno, tentar trazê-lo ao mundo do conhecimento e, se somente um décimo deles compreender a mensagem, será válido seu esforço. Não tente abraçar o planeta com braços tão pequenos. União e não competição.

Vamos deixar os mecanismos de defesa um pouco de lado e tentarmos compreender a dinâmica do aprendizado com atualizações constantes. O professor não deve parar de estudar nunca!

Pense nisso...


15 DE OUTUBRO DE 2012



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Identidade virtual: características nas páginas socais

http://interempresarial.blogspot.com.br


Você já parou para pensar nas características dos seus amigos nas páginas sociais? É interessante observar como as postagens dizem muito sobre a pessoa. 

Surgem papos do tipo: 
      "-A minha amiga só posta coisas de religião, dá pra saber que é ela só por isso."
      "- Meu primo só posta notícias."
      " -A fulana adora postar artigos de erros ortográficos." 
      " Se eu quero saber coisas de psicologia é só entrar na página da Zaira."

E assim por diante...
Durante uma conversa com amigos, surgiu o assunto sobre a identidade das pessoas nas páginas sociais, então resolvi escrever.

O objetivo das redes sociais é justamente promover encontros (mesmo que virtuais) de compartilhamento de interesses mútuos.

Já é sabido o quanto as páginas sociais divulgam informações pessoais e como devemos tomar cuidado com isso, não é?
Mas, o que me chamou a atenção foi a opção dos que leem em selecionar os assuntos que mais o interessam, além de muitos acreditarem ser possível recriminar e determinar  o que os outros postam de maneira até grosseira. Assim como em outra postagem deste blog "Relacionamentos e redes sociais".

A ideia destas redes é bem mais antiga do que se pensa e não está atrelada somente à internet! Os homens pré-históricos, ao se reunir ao redor da fogueira já era um início de rede social. Porém, com a vinda da tão presente internet em meados da década de 90 (séc.XX), surgiu-se a necessidade de comunicação mais rápida e os e-mails faziam este papel.
Com a velocidade de informações cada vez mais intensa, surgiram as mensagens instantâneas e a ampliação das amizades a partir das já existentes.

As mídias sociais são apenas ferramentas que proporcionam as interações sociais. É importante pensar que para se ter um efeito positivo nas mídias é necessário que se interaja e não apenas participe. A diferença está nas conversas e discussões atribuídas a um determinado assunto de maneira efetiva e não somente observatória.

Mas... voltando às características de cada perfil, podemos concluir que é saudável compartilhar suas opiniões desde que o bom senso esteja presente de forma a agregar conhecimentos acerca do outro e vice-versa.
Além de se poder compreender as preferências das pessoas que lhe interessam.

Gostou? Então, que tal compartilhar estas informações na sua página social?









quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Brincadeiras inocentes ou bullying?











 Como fazer para diferenciar simples brincadeiras infantis ou no ambiente de trabalho de algo tão sério como o Bullying?

Antes de qualquer coisa, vamos definir a palavra e fazer algumas diferenciações sobre preconceito, discriminação e racismo apesar de estarem bem relacionados.

Bullying vem da palavra em inglês bully tendo várias interpretações como nos verbos intimidar, ameaçar, oprimir; nos substantivos valentão, tirano ou mesmo no adjetivo famoso. 
A terminação ing, não tem significado específico neste caso, mas podemos entender como a ação de oprimir, discriminar, violentar ou humilhar o outro em situação de poder. 

Estes atos podem estar relacionados à parte física ou psicológica, pessoalmente ou virtualmente, tendo repercussões danosas em todas as situações.

Tipos de bullying

  • físico: qualquer violência corporal com o único objetivo de humilhar, oprimir ou se divertir.
  • verbal: palavras, apelidos ou expressões ofensivas em relação às situações ou partes do corpo com o mesmo objetivo anterior.
  • intimidação: agressão ou exclusão para se obter algum benefício de maneira que se mantenha o anonimato. É a forma mais difícil de se identificar.
  • cyberbullying: forma de bullying através das páginas virtuais ou telefone, intimidando, agredindo sem necessariamente, ser identificado.
  • workplace bullying: assédio moral no ambiente de trabalho provocado por chefes, colegas ou mesmo por subordinados e abrange também os outros tipos acima citados.

De maneira geral, o opressor se sente mais importante, querendo demonstrar poder e prazer ao realizar tais atos aos outros. Porém, na maioria das vezes, é também ele quem precisa de ajuda, pois não está sabendo lidar com situações pessoais já passadas e assim, projeta no outro como forma de aliviar as próprias tensões. Pode também ter a concepção de que para conseguir respeito e prestígio precisa fazer isso, banalizando o ocorrido.

Os outros conceitos também tem certa ligação com a citação acima. Então vamos entendê-los...

O preconceito se refere a uma concepção antecipada de algo que não se conhece ou não se quer conhecer.
Quando há o conhecimento sobre determinado assunto ou pessoa com base em argumentos ínfimos e mesmo assim não o quer manter por perto, temos a discriminação. 
Já o racismo está relacionado à raça ou a cor do objeto, animal ou pessoa.

Como já citei, todos podem acontecer ao mesmo tempo e, até sem que o indivíduo que o faz perceba, age por impulso, forma de educação que recebeu ou por não ter refletido sobre o assunto.

É por este motivo que se faz tão necessário que as pessoas conversem acerca do tema, ouçam opiniões diferentes, criem o próprio senso crítico para assim, terem a consciência do que estão fazendo e não terem a desculpa de que não sabiam.

Alguns comportamentos são observados frequentemente em pessoas que estão sofrendo estes tipos de atos:

  • comportamentos muito diferentes do apresentado pela pessoa normalmente (isolamento ou agressividade).
  • enurese noturna (urinar).
  • medo inexplicável, principalmente no ambiente que a situação se passa,
  • hematomas sem explicação e quando questionada, a pessoa desconversa ou fica com vergonha.
  • queda no rendimento escolar ou profissional.
  • apresenta sintomas físicos como dor de cabeça, estomacal, prisão de ventre ou diarreia, sudorese.
Agora, tem um ponto delicado e que muitos não levam em consideração: como lidar com uma pessoa próxima (filho, amigo, irmão, genitor, etc.) que pratica o bullying?
  • Demonstrar apoio com amor de forma a ajudar e não como omissão do problema.
  • Conversar sinceramente sobre os reais motivos para que ela pratique isso.
  • Analisar a idade da pessoa e procurar a linguagem adequada.
  • Mostrar limites claros e as consequências sérias dos atos praticados. 
  • Ter a consciência de que violência não é sinônimo de liderança.
  • Procurar lugares de voluntariado para demonstrar quanto prazer se tem em ajudar o próximo.
  • Procurar ajuda profissional caso não seja possível lidar sozinho.
O mais importante é analisar a situação, conversar com as pessoas envolvidas no problema (escola, empresa, etc.) e buscar soluções em conjunto. 

Não fique sozinho nessa!


Tem algo a acrescentar? Deixe seu comentário! Este assunto não se esgota...












segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Remédio: o poder da cura?

Em minha experiência profissional venho percebendo os dois lados do uso das medicações para tratamento psicológico, seja para depressão, ansiedade, hiperatividade, síndrome do pânico, transtorno opositor, etc.



De um lado, o "pé atrás" das pessoas em ficar tomando remédio indiscriminadamente e, muitas vezes, se tornar depende ao ponto de não se ter mais efeito significativo.

Do outro lado, aqueles que se apoiam na medicação como única fonte de tratamento e cura, surgindo a velha frase: "Ele não está tomando o remédio que o médico mandou? Por isso está dando trabalho!"

Historicamente, o remédio surgiu a partir da plantas com as civilizações mais antigas e com o estudo aprofundado de um químico chamado Philippus Theophratus Bombastus de Hohenheim, mais conhecido como Paracelsus (1493). Este último afirmava que a diferença entre o veneno e o remédio é a dosagem.
“O problema é que venenos e medicamentos são quase sempre integrados num mesmo corpo químico, sendo apenas a dosagem o que iria determinar um ou outro efeito dessas duas propriedades misteriosamente unidas”

Ao refletirmos acerca dos objetivos primordiais da medicação para tratar aspectos mentais e psicológicos, podemos perceber que são indicados para aliviar sintomas. Mas, e como ficam as causas dos conflitos ou como lidar com eles?

Aí que entra a psicoterapia! 

Quando se indica uma avaliação médica, o trabalho deve ser multidisciplinar, ou seja, vários profissionais estudam o caso para realizar um tratamento adequado, cada um com a sua especialidade.

A contribuição da medicação está em dar auxílio ao tratamento por completo e não como base única. Se não houver compreensão dos processos conflituosos e mudanças de comportamento, dificilmente o paciente aprenderá a lidar com estes conflitos. É o mesmo que tomar remédio para emagrecer e não mudar os hábitos alimentares, nada resolve.

Assim, concluímos que a função do remédio nestes casos, funciona como estímulo para o tratamento. Faça a sua parte!

Que tal deixar a sua contribuição opinando sobre o assunto? 
Escreva o seu comentário.





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Novelas infantis e as crianças: como lidar?

Todos nós presenciamos a onda que está na novela infantil "Carrossel" exibida pela emissora SBT em horário nobre da televisão brasileira. Que inclusive já está na sexta versão e adaptação desde 1989 (criada originalmente pela rede mexicana Televisa)


Algumas crianças (para não dizer a maioria) ficam hipnotizadas durante a exibição e fica a pergunta dos adultos:


Até que ponto o interesse na novela é positivo? 

Afinal, ela traz temas delicados da nossa sociedade: diferenças sociais e econômicas, educação dos filhos e educação formal, abuso da ingenuidade das pessoas, valores culturais, separação conjugal, obesidade infantil e alimentação inadequada, ausência dos pais, dificuldades de aprendizagem, competição e o que fica mais evidente, preconceito e discriminação.

Se refletirmos sobre o desenvolvimento infantil, a criança assimila e acomoda conceitos a partir da estrutura cognitiva já existente (Piaget,1996). Assim, ela  ajusta os estímulos novos de acordo com o que tem adaptando-os à sua realidade.
Mas... o que isso tem a ver com a novela? 
Para que os estímulos apresentados na novela sejam trabalhados de maneira adequada e atinjam os objetivos de melhorar o senso crítico da criança a partir dos temas acima citados, é importante que os pais e/ou responsáveis despendam de um momento para assistir algum capítulo, ou mesmo pesquisar sobre o assunto e conversar com a criança acerca dele.
Isso vale para qualquer desenho, programa de televisão ou internet que estejam disponíveis a elas. 
Não é uma tarefa simples, pois para tanto, precisamos primeiro rever as nossas concepções e assim estarmos abertos a dialogar sobre. E quem disse que seria fácil? Vamos buscar aprender sempre.

Com isso, podemos estar mais perto das nossas crianças e obter vários ganhos que elas levarão para a vida toda.

Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n08/mente/construtivismo/construtivismo.htm 
             http://www.claudion7.com/2012/06/cd-novela-carrossel-2012.html 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Relacionamentos e redes sociais


Como você se relaciona através das redes sociais? 
Esta pergunta é, na maioria das vezes, difícil de responder, pois poucas pessoas a fazem a si próprias.
Vemos a imensa onda de postagens nas redes sociais mostrando a festa que fomos no fim de semana, a viagem dos sonhos que enfim realizamos, a família, o trabalho, etc, etc.
Mas... será que já paramos para pensar no tamanho das intimidades que postamos para todas as pessoas? 
Para muitos, esta é a única forma que encontraram de se ter assuntos que, em um contato pessoal não teriam. A vergonha prevalece e surgem as falas do tipo: "Será que vai chover hoje?" 
Já ouvi muitas pessoas dizendo que não teriam coragem de contar sobre a viagem que fez nas férias, por exemplo (para não querer se "gabar" ou "Eu nem o conheço direito"), porém posta todas as fotos na página de relacionamentos sem nenhuma preocupação. Como explicar essa dicotomia?
Nas páginas sociais podemos lidar com as pessoas sem dar muitas explicações, seja adicionando ou excluindo um contato, respondendo ou não uma mensagem, estar disponível ou não para conversas, etc. 
Assim,proporcionando o PODER necessário para o indivíduo gerenciar suas amizades.A palavra virtual vem do latim medieval virtus: "excelência, eficácia, potência, capacidade para, literalmente, hombridade, virilidade".
Quando falo de poder, me refiro sim à hierarquia que a pessoa impõe em relação ao outro. 
Quantos de nós já vimos postagens dizendo: "A página é minha e eu posto o que quiser!" Neste trecho fica claro este poder que citei. 
Entretanto, as pessoas esquecem que a página nada mais é do que uma conversa. Sim, uma conversa como se fosse um encontro na frente de casa com vizinhos, amigos e familiares. 
Em outra vertente, podemos perceber o quanto nós fazemos postagens querendo aumentar nossa publicidade e saber quantos "curtir" ou "compartilhar" teremos, além de ficarmos meio tristes se isso não acontecer. Esta vontade de ser aceito pelo grupo é inerente ao ser humano, sendo mais percebida na adolescência. Isto não significa que muitos adultos não o façam.
As conversas pessoais estão ficando cada vez mais escassas, inclusive entre pais e filhos, isso se estende às outras pessoas ao nosso redor.
Treinar a habilidade de se relacionar pessoalmente é uma virtude que devemos desenvolver em nós mesmos e também naqueles que dependem da nossa educação.

Que tal conversarmos pessoalmente?




sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Atendimento psicológico





Invista em você e em quem você ama!


Saiba mais sobre o atendimento psicológico entrando em contato. 

  • Sessões individuais (exceto casais) 
  • Orientação aos pais e/ou responsáveis
  • Orientação às escolas
  • Avaliação psicológica
  • Intervenção terapêutica


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Como você se defende?

Fonte: http://rafaelbelmook.blogspot.com.br 
Todo ser humano apresenta mecanismos de defesa psicológicos frente aos momentos de conflito. 


Você já parou para pensar quais aqueles que você mais usa?

Estes mecanismos são naturais e aparecem em diversas situações do dia-a-dia. Podem ajudar ou atrapalhar suas relações.
Quantas vezes você ouviu as pessoas reclamarem de outras sendo que tem exatamente os mesmos comportamentos? Este mecanismo se chama Projeção.

Veja um vídeo bem interessante que aborda o tema de maneira simples e clara.

Fonte:www.youtube.com.br



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Mau humor é doença?


Estar incomodado com alguma situação leva o indivíduo a ter atitudes desagradáveis no seu dia-a-dia e isso pode refletir nas suas relações interpessoais (família, amigos, etc.)
Porém, quando o incômodo é muito frequente e se cria o hábito de reclamar, apresentar agitação e/ou ansiedade, queixas digestivas, cardiovasculares e dores de cabeça podem representar um quadro de Distimia, conhecida popularmente pelo rebaixamento do humor frequente. 

Distimia ou Transtorno Distímico é um tipo de depressão crônica e de moderada intensidade caracterizada por sintomas típicos, com critérios descritos no Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana (DSMIV) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10)

Tem seu início na infância ou adolescência e não tem sintomas graves o suficiente para se diagnosticar uma Depressão Maior. Por isso, o diagnóstico pode ser tardio e muitas vezes as pessoas demoram a perceber que precisam de ajuda. Em sua maioria, relatam que não se sentem tristes, mas também não sentem alegria ou prazer com a sua vida.

A causa da Distimia é multifatorial, ou seja, existem vários motivos para o aparecimento do transtorno, entre eles, hereditariedade (existem pesquisas afirmando que o humor pode ser transmitido pelos pais), predisposição biológica, traços de temperamento, situações estressantes, etc.

O tratamento com medicamentos pode ser recomendado, afinal há um desequilíbrio no sistema dos neurotransmissores e neuroreceptores como serotonina, noradrenalina e dopamina. Entretanto, por se tratar de um transtorno crônico, o uso não é prologado e assim a psicoterapia se faz muito importante para que os conflitos sejam identificados e adequados ao cotidiano de cada paciente.

Fonte da imagem: http://www.bloguesia.com.br 



Violência contra crianças e o brincar





Você já parou para pensar como a mídia está divulgando os casos de violências físicas e psicológicas nas crianças? Se refletirmos sobre a história, o ser humano passou a enxergar a criança como ser atuante da sociedade a pouquíssimo tempo!

Estudos mostram que na Idade Média, a criança era vista como um adulto em miniatura. Até aí, sem novidades. Porém, a partir do romantismo, a criança passou gradativamente a ser vista como angelical e rica em pureza, mas isso não implicaria em não educá-la com rigidez. 

No Brasil colonial, quanto mais a família fosse cruel com a criança mais ela seria com seus escravos, mostrando a importância do castigo físico como forma de educação. Comum eram os meninos que apresentavam gagueiras em virtude do alto índice de punições.

Com todo histórico de constituições mais atuais de proteção à criança, o primeiro caso judicial de violência infantil foi o de Mary Ellen por volta de 1845, onde a defesa se baseou em leis de proteção aos animais que já existiam.

Todas estas formas de agressão são representadas nas brincadeiras das crianças através de punições contra as bonecas ou brinquedos, por exemplo.

Um pouco mais a frente, o brincar começou também a fazer parte do cotidiano das escolas como forma de exposição das manifestações psíquicas e do melhor aproveitamento dos conhecimentos.

Assim, podemos pensar que muitos adultos ainda têm a concepção antiga de criança como um adulto em miniatura e não como um ser que tem desenvolvimento e necessidades diferentes dele.

Por isso, é importante sempre observar os tipos de brincadeiras e a cultura em que estão inseridas, pois demonstram a maneira pela qual estão sendo tratadas, além de proporcionar o bom desenvolvimento intelectual e social.

Artigo publicado no Jornal Freguesia News em julho/2011
http://freguesianews.com.br/?opc=meio_educacao&id_noti=347

Crianças com problemas: como saber?



Como todo ser humano, as crianças demonstram que algo está errado de maneiras diferentes.

A observação das atitudes e verbalizações (se for o caso) é o ponto-chave para se ter noção do que está acontecendo com ela.

Umas ficam mais quietas e ansiosas, outras mais agitadas e nervosas. Fique atento e procure perceber alguns pontos importantes:



  • Desde quando a criança vem tendo este comportamento?
  • Teve alguma situação que desencadeasse?
  • Mudou a rotina da criança?
  • Em que momentos ela apresenta mais os comportamentos diferentes? 
  • Está com algum problema de saúde física?
  • Como são as brincadeiras e desenhos da criança?
  • Como é a minha reação e a dos outros adultos quando a criança apresenta estes comportamentos?
Além destes questionamentos, converse com outras pessoas que convivem com a criança (avós, escola, parentes, amigos) e com a própria criança de maneira que ela fique à vontade para discordar de algo seu, buscando sempre a flexibilidade de ajustamento de opiniões. Se ainda assim, for muito desafiante conseguir um resultado, procure ajuda profissional. 
O maior passo a ser dado, é reconhecer que algo está errado e precisa melhorar.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Freud, me tira dessa!




O livro é bem descontraído e divertido. Para quem deseja relaxar e boas risadas com as peripécias de uma jovem com seu terapeuta, este é uma boa opção!

Li em um fim de semana e achei muito interessante, não por ser de um tema da psicologia, mas sim porque relata uma situação do dia-a-dia que pode acontecer com qualquer um.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

27 de agosto - Dia do Psicólogo

Este profissional que ainda tem muito trabalho pela frente a fim de demonstrar ao mundo seu potencial de auxílio ao ser humano, deve buscar evoluir sempre.



Que tal conhecermos um pouquinho da história da Psicologia?

Ciência baseada na Filosofia e na Medicina, a Psicologia vem se desenvolvendo rapidamente. Seus antecedentes aparecem desde Platão (cerca de 427-347 a.C.) considerando o "homem da emoção" (coragem) e o "pensador" (intelecto e ideias) até hoje com vários autores de diversas abordagens, passando por Wilhelm Wundt (1832-1920), William James (1842-1910), John B. Watson (1878-1958), Sigmund Freud (1856-1939), Ivan P. Pavlov (1849-1936) e B.F. Skinner (1904-1990), entre outros. O penúltimo com o famoso experimento com cães que salivavam para receber comida ao tocar da campainha, dando base também para o Behaviorismo.

No Brasil, a Psicologia ainda está engatinhando, pois a profissão só foi reconhecida há 50 anos, em 27 de agosto de 1962 (Lei nº 4119/62) com o então presidente João Goulart.

"Ainda temos muito o que aprender, porém já temos muitas bases para proporcionar o bem estar do ser humano." 
                             (Zaira)

Hoje, é um dia muito especial e espero que as pessoas saibam reconhecer a importância de se cuidar não só do corpo, mas da mente também!

"Mens sana in corpore sano"
(Mente sã em corpo são)
Provérbio de uma citação latina derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal.






quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Psicossomática: o que é?



Ramo da medicina e da psicologia que estuda os fenômenos causados pela combinação de fatores orgânicos e psicológicos.

É comum observarmos pessoas com doenças físicas que são agravadas pelo estado emocional que a mesma está. Ao analisarmos melhor, podemos perceber que o estado emocional não é somente um agravante, mas a causa do problema.

A psicossomática começou a ser pesquisada a partir do século XVIII com Johann Christian August Heinroth (1773-1843), médico alemão que afirmava a primazia da alma sobre o corpo e que ambos interagiam de maneiras diferentes. De lá para cá, as pesquisar aumentaram passando por Freud até hoje com Abraham Eksterman (psiquiatra e psicanalista brasileiro)

A somatização pode ser explicada cientificamente através de alterações cerebrais de liberação ou inibição de substâncias como adrenalina, cortisol e serotonina provocando reações no corpo.
Situações muito diferentes e conflitantes na vida do indivíduo produzem mudanças no sistema nervoso autônomo (responsável pelos batimentos cardíacos, pela temperatura corporal, pela digestão, pela respiração e pela sexualidade), no sistema endocrinológico (hormônios) e o sistema imunológico (defesas do organismo).

Os desejos e fantasias são a válvula de escape para os conflitos do cotidiano.  As pessoas que não deixam vazão para estes campos, tendem a produzir um válvula artificial, o corpo.



Fonte: Quando a doença vem da emoção - Simone Iwasso (http://www.psicossomatica-sp.org.br/artigos17.html)
Imagem: http://www.terceiromilenionline.com.br/artigos/psicossomatica-a-ciencia-da-saude-do-homem-integral