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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Violência contra crianças e o brincar





Você já parou para pensar como a mídia está divulgando os casos de violências físicas e psicológicas nas crianças? Se refletirmos sobre a história, o ser humano passou a enxergar a criança como ser atuante da sociedade a pouquíssimo tempo!

Estudos mostram que na Idade Média, a criança era vista como um adulto em miniatura. Até aí, sem novidades. Porém, a partir do romantismo, a criança passou gradativamente a ser vista como angelical e rica em pureza, mas isso não implicaria em não educá-la com rigidez. 

No Brasil colonial, quanto mais a família fosse cruel com a criança mais ela seria com seus escravos, mostrando a importância do castigo físico como forma de educação. Comum eram os meninos que apresentavam gagueiras em virtude do alto índice de punições.

Com todo histórico de constituições mais atuais de proteção à criança, o primeiro caso judicial de violência infantil foi o de Mary Ellen por volta de 1845, onde a defesa se baseou em leis de proteção aos animais que já existiam.

Todas estas formas de agressão são representadas nas brincadeiras das crianças através de punições contra as bonecas ou brinquedos, por exemplo.

Um pouco mais a frente, o brincar começou também a fazer parte do cotidiano das escolas como forma de exposição das manifestações psíquicas e do melhor aproveitamento dos conhecimentos.

Assim, podemos pensar que muitos adultos ainda têm a concepção antiga de criança como um adulto em miniatura e não como um ser que tem desenvolvimento e necessidades diferentes dele.

Por isso, é importante sempre observar os tipos de brincadeiras e a cultura em que estão inseridas, pois demonstram a maneira pela qual estão sendo tratadas, além de proporcionar o bom desenvolvimento intelectual e social.

Artigo publicado no Jornal Freguesia News em julho/2011
http://freguesianews.com.br/?opc=meio_educacao&id_noti=347

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