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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Brincadeiras inocentes ou bullying?











 Como fazer para diferenciar simples brincadeiras infantis ou no ambiente de trabalho de algo tão sério como o Bullying?

Antes de qualquer coisa, vamos definir a palavra e fazer algumas diferenciações sobre preconceito, discriminação e racismo apesar de estarem bem relacionados.

Bullying vem da palavra em inglês bully tendo várias interpretações como nos verbos intimidar, ameaçar, oprimir; nos substantivos valentão, tirano ou mesmo no adjetivo famoso. 
A terminação ing, não tem significado específico neste caso, mas podemos entender como a ação de oprimir, discriminar, violentar ou humilhar o outro em situação de poder. 

Estes atos podem estar relacionados à parte física ou psicológica, pessoalmente ou virtualmente, tendo repercussões danosas em todas as situações.

Tipos de bullying

  • físico: qualquer violência corporal com o único objetivo de humilhar, oprimir ou se divertir.
  • verbal: palavras, apelidos ou expressões ofensivas em relação às situações ou partes do corpo com o mesmo objetivo anterior.
  • intimidação: agressão ou exclusão para se obter algum benefício de maneira que se mantenha o anonimato. É a forma mais difícil de se identificar.
  • cyberbullying: forma de bullying através das páginas virtuais ou telefone, intimidando, agredindo sem necessariamente, ser identificado.
  • workplace bullying: assédio moral no ambiente de trabalho provocado por chefes, colegas ou mesmo por subordinados e abrange também os outros tipos acima citados.

De maneira geral, o opressor se sente mais importante, querendo demonstrar poder e prazer ao realizar tais atos aos outros. Porém, na maioria das vezes, é também ele quem precisa de ajuda, pois não está sabendo lidar com situações pessoais já passadas e assim, projeta no outro como forma de aliviar as próprias tensões. Pode também ter a concepção de que para conseguir respeito e prestígio precisa fazer isso, banalizando o ocorrido.

Os outros conceitos também tem certa ligação com a citação acima. Então vamos entendê-los...

O preconceito se refere a uma concepção antecipada de algo que não se conhece ou não se quer conhecer.
Quando há o conhecimento sobre determinado assunto ou pessoa com base em argumentos ínfimos e mesmo assim não o quer manter por perto, temos a discriminação. 
Já o racismo está relacionado à raça ou a cor do objeto, animal ou pessoa.

Como já citei, todos podem acontecer ao mesmo tempo e, até sem que o indivíduo que o faz perceba, age por impulso, forma de educação que recebeu ou por não ter refletido sobre o assunto.

É por este motivo que se faz tão necessário que as pessoas conversem acerca do tema, ouçam opiniões diferentes, criem o próprio senso crítico para assim, terem a consciência do que estão fazendo e não terem a desculpa de que não sabiam.

Alguns comportamentos são observados frequentemente em pessoas que estão sofrendo estes tipos de atos:

  • comportamentos muito diferentes do apresentado pela pessoa normalmente (isolamento ou agressividade).
  • enurese noturna (urinar).
  • medo inexplicável, principalmente no ambiente que a situação se passa,
  • hematomas sem explicação e quando questionada, a pessoa desconversa ou fica com vergonha.
  • queda no rendimento escolar ou profissional.
  • apresenta sintomas físicos como dor de cabeça, estomacal, prisão de ventre ou diarreia, sudorese.
Agora, tem um ponto delicado e que muitos não levam em consideração: como lidar com uma pessoa próxima (filho, amigo, irmão, genitor, etc.) que pratica o bullying?
  • Demonstrar apoio com amor de forma a ajudar e não como omissão do problema.
  • Conversar sinceramente sobre os reais motivos para que ela pratique isso.
  • Analisar a idade da pessoa e procurar a linguagem adequada.
  • Mostrar limites claros e as consequências sérias dos atos praticados. 
  • Ter a consciência de que violência não é sinônimo de liderança.
  • Procurar lugares de voluntariado para demonstrar quanto prazer se tem em ajudar o próximo.
  • Procurar ajuda profissional caso não seja possível lidar sozinho.
O mais importante é analisar a situação, conversar com as pessoas envolvidas no problema (escola, empresa, etc.) e buscar soluções em conjunto. 

Não fique sozinho nessa!


Tem algo a acrescentar? Deixe seu comentário! Este assunto não se esgota...












segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Remédio: o poder da cura?

Em minha experiência profissional venho percebendo os dois lados do uso das medicações para tratamento psicológico, seja para depressão, ansiedade, hiperatividade, síndrome do pânico, transtorno opositor, etc.



De um lado, o "pé atrás" das pessoas em ficar tomando remédio indiscriminadamente e, muitas vezes, se tornar depende ao ponto de não se ter mais efeito significativo.

Do outro lado, aqueles que se apoiam na medicação como única fonte de tratamento e cura, surgindo a velha frase: "Ele não está tomando o remédio que o médico mandou? Por isso está dando trabalho!"

Historicamente, o remédio surgiu a partir da plantas com as civilizações mais antigas e com o estudo aprofundado de um químico chamado Philippus Theophratus Bombastus de Hohenheim, mais conhecido como Paracelsus (1493). Este último afirmava que a diferença entre o veneno e o remédio é a dosagem.
“O problema é que venenos e medicamentos são quase sempre integrados num mesmo corpo químico, sendo apenas a dosagem o que iria determinar um ou outro efeito dessas duas propriedades misteriosamente unidas”

Ao refletirmos acerca dos objetivos primordiais da medicação para tratar aspectos mentais e psicológicos, podemos perceber que são indicados para aliviar sintomas. Mas, e como ficam as causas dos conflitos ou como lidar com eles?

Aí que entra a psicoterapia! 

Quando se indica uma avaliação médica, o trabalho deve ser multidisciplinar, ou seja, vários profissionais estudam o caso para realizar um tratamento adequado, cada um com a sua especialidade.

A contribuição da medicação está em dar auxílio ao tratamento por completo e não como base única. Se não houver compreensão dos processos conflituosos e mudanças de comportamento, dificilmente o paciente aprenderá a lidar com estes conflitos. É o mesmo que tomar remédio para emagrecer e não mudar os hábitos alimentares, nada resolve.

Assim, concluímos que a função do remédio nestes casos, funciona como estímulo para o tratamento. Faça a sua parte!

Que tal deixar a sua contribuição opinando sobre o assunto? 
Escreva o seu comentário.





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Novelas infantis e as crianças: como lidar?

Todos nós presenciamos a onda que está na novela infantil "Carrossel" exibida pela emissora SBT em horário nobre da televisão brasileira. Que inclusive já está na sexta versão e adaptação desde 1989 (criada originalmente pela rede mexicana Televisa)


Algumas crianças (para não dizer a maioria) ficam hipnotizadas durante a exibição e fica a pergunta dos adultos:


Até que ponto o interesse na novela é positivo? 

Afinal, ela traz temas delicados da nossa sociedade: diferenças sociais e econômicas, educação dos filhos e educação formal, abuso da ingenuidade das pessoas, valores culturais, separação conjugal, obesidade infantil e alimentação inadequada, ausência dos pais, dificuldades de aprendizagem, competição e o que fica mais evidente, preconceito e discriminação.

Se refletirmos sobre o desenvolvimento infantil, a criança assimila e acomoda conceitos a partir da estrutura cognitiva já existente (Piaget,1996). Assim, ela  ajusta os estímulos novos de acordo com o que tem adaptando-os à sua realidade.
Mas... o que isso tem a ver com a novela? 
Para que os estímulos apresentados na novela sejam trabalhados de maneira adequada e atinjam os objetivos de melhorar o senso crítico da criança a partir dos temas acima citados, é importante que os pais e/ou responsáveis despendam de um momento para assistir algum capítulo, ou mesmo pesquisar sobre o assunto e conversar com a criança acerca dele.
Isso vale para qualquer desenho, programa de televisão ou internet que estejam disponíveis a elas. 
Não é uma tarefa simples, pois para tanto, precisamos primeiro rever as nossas concepções e assim estarmos abertos a dialogar sobre. E quem disse que seria fácil? Vamos buscar aprender sempre.

Com isso, podemos estar mais perto das nossas crianças e obter vários ganhos que elas levarão para a vida toda.

Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n08/mente/construtivismo/construtivismo.htm 
             http://www.claudion7.com/2012/06/cd-novela-carrossel-2012.html 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Relacionamentos e redes sociais


Como você se relaciona através das redes sociais? 
Esta pergunta é, na maioria das vezes, difícil de responder, pois poucas pessoas a fazem a si próprias.
Vemos a imensa onda de postagens nas redes sociais mostrando a festa que fomos no fim de semana, a viagem dos sonhos que enfim realizamos, a família, o trabalho, etc, etc.
Mas... será que já paramos para pensar no tamanho das intimidades que postamos para todas as pessoas? 
Para muitos, esta é a única forma que encontraram de se ter assuntos que, em um contato pessoal não teriam. A vergonha prevalece e surgem as falas do tipo: "Será que vai chover hoje?" 
Já ouvi muitas pessoas dizendo que não teriam coragem de contar sobre a viagem que fez nas férias, por exemplo (para não querer se "gabar" ou "Eu nem o conheço direito"), porém posta todas as fotos na página de relacionamentos sem nenhuma preocupação. Como explicar essa dicotomia?
Nas páginas sociais podemos lidar com as pessoas sem dar muitas explicações, seja adicionando ou excluindo um contato, respondendo ou não uma mensagem, estar disponível ou não para conversas, etc. 
Assim,proporcionando o PODER necessário para o indivíduo gerenciar suas amizades.A palavra virtual vem do latim medieval virtus: "excelência, eficácia, potência, capacidade para, literalmente, hombridade, virilidade".
Quando falo de poder, me refiro sim à hierarquia que a pessoa impõe em relação ao outro. 
Quantos de nós já vimos postagens dizendo: "A página é minha e eu posto o que quiser!" Neste trecho fica claro este poder que citei. 
Entretanto, as pessoas esquecem que a página nada mais é do que uma conversa. Sim, uma conversa como se fosse um encontro na frente de casa com vizinhos, amigos e familiares. 
Em outra vertente, podemos perceber o quanto nós fazemos postagens querendo aumentar nossa publicidade e saber quantos "curtir" ou "compartilhar" teremos, além de ficarmos meio tristes se isso não acontecer. Esta vontade de ser aceito pelo grupo é inerente ao ser humano, sendo mais percebida na adolescência. Isto não significa que muitos adultos não o façam.
As conversas pessoais estão ficando cada vez mais escassas, inclusive entre pais e filhos, isso se estende às outras pessoas ao nosso redor.
Treinar a habilidade de se relacionar pessoalmente é uma virtude que devemos desenvolver em nós mesmos e também naqueles que dependem da nossa educação.

Que tal conversarmos pessoalmente?