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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As crianças e os limites



ALGUMAS CRIANÇAS ESTÃO SEM LIMITES E ALGUNS PAIS SEM CONTROLE:
COMO LIDAR COM ESTE DILEMA?










Antes de qualquer pretensão de ensinamento sobre como educar seus filhos, parto do pressuposto de que você, quando resolveu tê-los tinha a consciência das dificuldades e variáveis que iria encontrar. Se não, comece a pensar desde já! 

Educar crianças não é tarefa fácil, mas não é impossível!

Passe a refletir sobre os seus hábitos, suas crenças e a maneira como você encara os desafios da vida, pois os pequenos terão este modelo para seguir. Lembre-se: não faça para os outros o que não gostaria para si mesmo. 
E eu acrescento: não faça para os outros aquilo que você não quer que seu filho aprenda.

Isto não significa que terá de se "policiar" em tudo que faz somente pensando nisto, nós somos seres humanos passíveis de falhas, somente tenha cautela nas suas atitudes. É importante ter em mente que é possível corrigir as falhas como forma de aprendizado e não tenha vergonha que pedir desculpas ao seu filho por alguma atitude equivocada que você cometeu. Mostre que você é o herói (ou heroína) que ele tem, mas que todo herói tem seu ponto fraco.
Converse muito. Veja bem, eu disse converse (dialogar, trocar ideias) e não um monólogo com eram feitos antigamente em algumas ocasiões. Ouça a opinião do seu filho e explique o seu ponto de vista. 

Dê limites claros, possíveis e cumpra-os!

Na hora do nervoso, não adianta você declarar algo que não poderá cumprir e querer que ele faça algo que você próprio não gosta. Mesmo assim, sempre oriente-o o quanto é importante que tenha suas próprias experiências. Vou dar alguns exemplos para explicar melhor.

"Você vai ficar um ano sem televisão." (não é muito tempo?)
"Não gosto que meu filho coma fora de hora." (os pais fazem o mesmo na frente dele)
"Eu vivo brigando com ele para não gritar." (faz isso gritando)
"Eu insisto muito para minha filha comer verduras." (declara para outras pessoas, na frente dela, que odeia verduras)

Existem muitos outros exemplos que eu poderia citar... o mais importante é o equilíbrio e humildade de reconhecer e procurar melhorar nos diversos aspectos da educação.

Seja firme no que você realmente acredita e demostre isso também na expressão facial. Mostre claramente que não concorda com a atitude da criança e se for necessário, diga que não está brincando.

Esses são alguns pontos para reflexão. É claro que existem muitos outros que poderão auxiliar nesta tarefa tão maravilhosa e que traz muitas recompensas. Pense nisso...




Conte também um pouco da sua experiência como pai/mãe e deixe um comentário!






quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dificuldades de Aprendizagem: Síndrome de Irlen


Como seria possível ler um texto escrito desta maneira? 

Pois esta é uma das formas que um portador da Síndrome de Irlen enxerga.






Foi descrita por uma psicóloga chamada Helen Irlen no ano de 1987, nos Estados Unidos e também foi denominada de Síndrome da Sensibilidade Escotópica.

"A síndrome se caracteriza por dificuldades de processamento cerebral das informações visuais, causadas pela sensibilidade a determinados comprimentos de ondas de luz espectral visível ao olho humano" (IRLEN, 1991)

As manifestações mais comuns são fotossensibilidade, desfocamento da leitura, restrição do campo visual periférico, dor de cabeça, dificuldade de adaptação às variações de luz e manutenção da atenção, além de constante lacrimejamento, ardência nos olhos, coceira, ato de tampar o material que está lendo, piscar ou apertar os olhos com frequência, procurar adaptações à leitura com movimentos da cabeça.

Por ser uma disfunção da percepção e não diretamente ligada aos olhos se relaciona com à dificuldades na codificação e decodificação dos símbolos visuais pelo sistema nervoso central. É possível estar em comorbidade com outras patologias como TDHA, dislexia, etc., porém, não pode ser confundida.

O diagnóstico é multidisciplinar apresentado por oftalmologista,  psicopedagogo, psicólogo, neuropsicólogo, neurologista, fonoaudiólogo que realizarão diversos testes afim de o realizar de maneira diferenciada e correta. Entre os testes está o questionário de auto-teste. São perguntas simples que auxiliam o paciente a identificar possíveis sintomas da síndrome.


01. Você salta palavras ou linhas quando lê?

02. Você relê palavras ou linhas?

03. Ao ler um texto, você perde a parte onde estava?

04. Você se "desliga" do que está lendo com frequência?

05. Quando está lendo, precisa fazer intervalos?

06. Você sente que a leitura fica mais difícil na medida em que você lê?

07. Você fica com dor de cabeça quando lê?

08. Quando você lê, seus olhos ficam ardendo, com sensação de areia ou lacrimejando?

09. Ler o(a) deixa cansado (a)?

10. Você pisca, aperta os olhos ou franze a testa ao ler?

11.Você prefere ler em ambiente menos iluminados?

12.Você lê a página muito perto dos olhos?

13. Você usa o dedo ou um objeto para ir marcando onde está no texto enquanto está lendo?

14. Você fica agitado, hiperativo ou mexe muito quando lê?

  A partir de 3 respostas positivas, é importante procurar os profissionais para uma avaliação mais completa.

Existem maneiras de amenizar o sofrimento do portador da síndrome através das áreas do conhecimento apresentadas anteriormente e que se inclui o Método de Irlen. Consiste em uma abordagem de adaptação ao ambiente do paciente com materiais próprios.

  • uso de Overlays - lâminas de sobreposição. Proporciona conforto, nitidez, estabilidade e fluência na leitura.
  • Filtros em óculos ou lentes de contato (prescrita pelo oftalmologista)


De qualquer maneira, é imprescindível a avaliação completa e correta para um tratamento eficaz, além do esclarecimento e tolerância das pessoas que acompanham o paciente!



Fonte:
http://bluelogs.net/drexplica/artigos/visao-aprendizagem-e-a-sindrome-de-irlen/
www.guiameubebe.com.br

http://irlenbrasil.com.br/