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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Mau humor é doença?


Estar incomodado com alguma situação leva o indivíduo a ter atitudes desagradáveis no seu dia-a-dia e isso pode refletir nas suas relações interpessoais (família, amigos, etc.)
Porém, quando o incômodo é muito frequente e se cria o hábito de reclamar, apresentar agitação e/ou ansiedade, queixas digestivas, cardiovasculares e dores de cabeça podem representar um quadro de Distimia, conhecida popularmente pelo rebaixamento do humor frequente. 

Distimia ou Transtorno Distímico é um tipo de depressão crônica e de moderada intensidade caracterizada por sintomas típicos, com critérios descritos no Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana (DSMIV) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10)

Tem seu início na infância ou adolescência e não tem sintomas graves o suficiente para se diagnosticar uma Depressão Maior. Por isso, o diagnóstico pode ser tardio e muitas vezes as pessoas demoram a perceber que precisam de ajuda. Em sua maioria, relatam que não se sentem tristes, mas também não sentem alegria ou prazer com a sua vida.

A causa da Distimia é multifatorial, ou seja, existem vários motivos para o aparecimento do transtorno, entre eles, hereditariedade (existem pesquisas afirmando que o humor pode ser transmitido pelos pais), predisposição biológica, traços de temperamento, situações estressantes, etc.

O tratamento com medicamentos pode ser recomendado, afinal há um desequilíbrio no sistema dos neurotransmissores e neuroreceptores como serotonina, noradrenalina e dopamina. Entretanto, por se tratar de um transtorno crônico, o uso não é prologado e assim a psicoterapia se faz muito importante para que os conflitos sejam identificados e adequados ao cotidiano de cada paciente.

Fonte da imagem: http://www.bloguesia.com.br 



Violência contra crianças e o brincar





Você já parou para pensar como a mídia está divulgando os casos de violências físicas e psicológicas nas crianças? Se refletirmos sobre a história, o ser humano passou a enxergar a criança como ser atuante da sociedade a pouquíssimo tempo!

Estudos mostram que na Idade Média, a criança era vista como um adulto em miniatura. Até aí, sem novidades. Porém, a partir do romantismo, a criança passou gradativamente a ser vista como angelical e rica em pureza, mas isso não implicaria em não educá-la com rigidez. 

No Brasil colonial, quanto mais a família fosse cruel com a criança mais ela seria com seus escravos, mostrando a importância do castigo físico como forma de educação. Comum eram os meninos que apresentavam gagueiras em virtude do alto índice de punições.

Com todo histórico de constituições mais atuais de proteção à criança, o primeiro caso judicial de violência infantil foi o de Mary Ellen por volta de 1845, onde a defesa se baseou em leis de proteção aos animais que já existiam.

Todas estas formas de agressão são representadas nas brincadeiras das crianças através de punições contra as bonecas ou brinquedos, por exemplo.

Um pouco mais a frente, o brincar começou também a fazer parte do cotidiano das escolas como forma de exposição das manifestações psíquicas e do melhor aproveitamento dos conhecimentos.

Assim, podemos pensar que muitos adultos ainda têm a concepção antiga de criança como um adulto em miniatura e não como um ser que tem desenvolvimento e necessidades diferentes dele.

Por isso, é importante sempre observar os tipos de brincadeiras e a cultura em que estão inseridas, pois demonstram a maneira pela qual estão sendo tratadas, além de proporcionar o bom desenvolvimento intelectual e social.

Artigo publicado no Jornal Freguesia News em julho/2011
http://freguesianews.com.br/?opc=meio_educacao&id_noti=347

Crianças com problemas: como saber?



Como todo ser humano, as crianças demonstram que algo está errado de maneiras diferentes.

A observação das atitudes e verbalizações (se for o caso) é o ponto-chave para se ter noção do que está acontecendo com ela.

Umas ficam mais quietas e ansiosas, outras mais agitadas e nervosas. Fique atento e procure perceber alguns pontos importantes:



  • Desde quando a criança vem tendo este comportamento?
  • Teve alguma situação que desencadeasse?
  • Mudou a rotina da criança?
  • Em que momentos ela apresenta mais os comportamentos diferentes? 
  • Está com algum problema de saúde física?
  • Como são as brincadeiras e desenhos da criança?
  • Como é a minha reação e a dos outros adultos quando a criança apresenta estes comportamentos?
Além destes questionamentos, converse com outras pessoas que convivem com a criança (avós, escola, parentes, amigos) e com a própria criança de maneira que ela fique à vontade para discordar de algo seu, buscando sempre a flexibilidade de ajustamento de opiniões. Se ainda assim, for muito desafiante conseguir um resultado, procure ajuda profissional. 
O maior passo a ser dado, é reconhecer que algo está errado e precisa melhorar.