Porém, quando o incômodo é muito frequente e se cria o hábito de reclamar, apresentar agitação e/ou ansiedade, queixas digestivas, cardiovasculares e dores de cabeça podem representar um quadro de Distimia, conhecida popularmente pelo rebaixamento do humor frequente.
Distimia ou Transtorno Distímico é um tipo de depressão crônica e de moderada intensidade caracterizada por sintomas típicos, com critérios descritos no Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana (DSMIV) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10)
Tem seu início na infância ou adolescência e não tem sintomas graves o suficiente para se diagnosticar uma Depressão Maior. Por isso, o diagnóstico pode ser tardio e muitas vezes as pessoas demoram a perceber que precisam de ajuda. Em sua maioria, relatam que não se sentem tristes, mas também não sentem alegria ou prazer com a sua vida.
A causa da Distimia é multifatorial, ou seja, existem vários motivos para o aparecimento do transtorno, entre eles, hereditariedade (existem pesquisas afirmando que o humor pode ser transmitido pelos pais), predisposição biológica, traços de temperamento, situações estressantes, etc.
O tratamento com medicamentos pode ser recomendado, afinal há um desequilíbrio no sistema dos neurotransmissores e neuroreceptores como serotonina, noradrenalina e dopamina. Entretanto, por se tratar de um transtorno crônico, o uso não é prologado e assim a psicoterapia se faz muito importante para que os conflitos sejam identificados e adequados ao cotidiano de cada paciente.
Fonte da imagem: http://www.bloguesia.com.br
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