Está
chegando a época de procurar, observar e visitar uma possível escola nova para
os filhos. Mas, e quanto ao apego dos pequenos ao se depararem com o fato de
ficar longe do que lhe é familiar? Já sabemos o resultado: um tempão de choros,
lágrimas e desespero para todos os envolvidos no assunto. Nos adolescentes,
pode parecer mais tranquilo, porém necessita de atenção tanto quanto.
Para
isso, podemos refletir acerca do laço emocional em que a criança presencia perante
os pais (principalmente da mãe). O apego produzido pela relação mãe-bebê nos
primeiros anos de vida é de extrema importância no desenvolvimento intelectual,
emocional e social da criança de modo que ela tenha maturação suficiente para
enfrentar os desafios mundanos. Assim afirma Winnicott (1945). No entanto, esse
apego deve ter o seu lado independente da história para que o pequeno possa
demonstrar essa maturidade no momento de entrar em uma nova escola ou qualquer
desafio longe da sua figura de apego (seja ele com que idade for).
No
início da fase escolar, a criança precisa criar no seu professor/cuidador uma
figura de apego que facilite seu acesso num momento de desespero.
John
Bowlby, psiquiatra inglês do século XX, descreveu a Teoria do Apego afirmando
que temos figuras de apoio e afeto durante toda a nossa existência, porém, vão
se modificando conforme as nossas necessidades. Portanto, todas as pessoas,
independente da idade, procuram no novo um modelo familiar, diminuindo assim,
suas angústias e buscando adaptar-se ao ambiente estranho.
Desta
forma, também acontece com os alunos. Acolher, dialogar sobre as angústias dos
filhos e manter a postura firme, faz parte da educação de sucesso. É preciso
ter um ambiente acolhedor e paciente, tanto da escola quanto dos pais para que
facilitem o ingresso neste novo mundo e proporcionem evoluções psíquicas
importantes para o desenvolvimento social do indivíduo.


