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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

MUDAR DE ESCOLA: um desafio para alunos, pais e professores

Está chegando a época de procurar, observar e visitar uma possível escola nova para os filhos. Mas, e quanto ao apego dos pequenos ao se depararem com o fato de ficar longe do que lhe é familiar? Já sabemos o resultado: um tempão de choros, lágrimas e desespero para todos os envolvidos no assunto. Nos adolescentes, pode parecer mais tranquilo, porém necessita de atenção tanto quanto.
Para isso, podemos refletir acerca do laço emocional em que a criança presencia perante os pais (principalmente da mãe). O apego produzido pela relação mãe-bebê nos primeiros anos de vida é de extrema importância no desenvolvimento intelectual, emocional e social da criança de modo que ela tenha maturação suficiente para enfrentar os desafios mundanos. Assim afirma Winnicott (1945). No entanto, esse apego deve ter o seu lado independente da história para que o pequeno possa demonstrar essa maturidade no momento de entrar em uma nova escola ou qualquer desafio longe da sua figura de apego (seja ele com que idade for).

No início da fase escolar, a criança precisa criar no seu professor/cuidador uma figura de apego que facilite seu acesso num momento de desespero.
John Bowlby, psiquiatra inglês do século XX, descreveu a Teoria do Apego afirmando que temos figuras de apoio e afeto durante toda a nossa existência, porém, vão se modificando conforme as nossas necessidades. Portanto, todas as pessoas, independente da idade, procuram no novo um modelo familiar, diminuindo assim, suas angústias e buscando adaptar-se ao ambiente estranho.

Desta forma, também acontece com os alunos. Acolher, dialogar sobre as angústias dos filhos e manter a postura firme, faz parte da educação de sucesso. É preciso ter um ambiente acolhedor e paciente, tanto da escola quanto dos pais para que facilitem o ingresso neste novo mundo e proporcionem evoluções psíquicas importantes para o desenvolvimento social do indivíduo. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As crianças e os limites



ALGUMAS CRIANÇAS ESTÃO SEM LIMITES E ALGUNS PAIS SEM CONTROLE:
COMO LIDAR COM ESTE DILEMA?










Antes de qualquer pretensão de ensinamento sobre como educar seus filhos, parto do pressuposto de que você, quando resolveu tê-los tinha a consciência das dificuldades e variáveis que iria encontrar. Se não, comece a pensar desde já! 

Educar crianças não é tarefa fácil, mas não é impossível!

Passe a refletir sobre os seus hábitos, suas crenças e a maneira como você encara os desafios da vida, pois os pequenos terão este modelo para seguir. Lembre-se: não faça para os outros o que não gostaria para si mesmo. 
E eu acrescento: não faça para os outros aquilo que você não quer que seu filho aprenda.

Isto não significa que terá de se "policiar" em tudo que faz somente pensando nisto, nós somos seres humanos passíveis de falhas, somente tenha cautela nas suas atitudes. É importante ter em mente que é possível corrigir as falhas como forma de aprendizado e não tenha vergonha que pedir desculpas ao seu filho por alguma atitude equivocada que você cometeu. Mostre que você é o herói (ou heroína) que ele tem, mas que todo herói tem seu ponto fraco.
Converse muito. Veja bem, eu disse converse (dialogar, trocar ideias) e não um monólogo com eram feitos antigamente em algumas ocasiões. Ouça a opinião do seu filho e explique o seu ponto de vista. 

Dê limites claros, possíveis e cumpra-os!

Na hora do nervoso, não adianta você declarar algo que não poderá cumprir e querer que ele faça algo que você próprio não gosta. Mesmo assim, sempre oriente-o o quanto é importante que tenha suas próprias experiências. Vou dar alguns exemplos para explicar melhor.

"Você vai ficar um ano sem televisão." (não é muito tempo?)
"Não gosto que meu filho coma fora de hora." (os pais fazem o mesmo na frente dele)
"Eu vivo brigando com ele para não gritar." (faz isso gritando)
"Eu insisto muito para minha filha comer verduras." (declara para outras pessoas, na frente dela, que odeia verduras)

Existem muitos outros exemplos que eu poderia citar... o mais importante é o equilíbrio e humildade de reconhecer e procurar melhorar nos diversos aspectos da educação.

Seja firme no que você realmente acredita e demostre isso também na expressão facial. Mostre claramente que não concorda com a atitude da criança e se for necessário, diga que não está brincando.

Esses são alguns pontos para reflexão. É claro que existem muitos outros que poderão auxiliar nesta tarefa tão maravilhosa e que traz muitas recompensas. Pense nisso...




Conte também um pouco da sua experiência como pai/mãe e deixe um comentário!






quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dificuldades de Aprendizagem: Síndrome de Irlen


Como seria possível ler um texto escrito desta maneira? 

Pois esta é uma das formas que um portador da Síndrome de Irlen enxerga.






Foi descrita por uma psicóloga chamada Helen Irlen no ano de 1987, nos Estados Unidos e também foi denominada de Síndrome da Sensibilidade Escotópica.

"A síndrome se caracteriza por dificuldades de processamento cerebral das informações visuais, causadas pela sensibilidade a determinados comprimentos de ondas de luz espectral visível ao olho humano" (IRLEN, 1991)

As manifestações mais comuns são fotossensibilidade, desfocamento da leitura, restrição do campo visual periférico, dor de cabeça, dificuldade de adaptação às variações de luz e manutenção da atenção, além de constante lacrimejamento, ardência nos olhos, coceira, ato de tampar o material que está lendo, piscar ou apertar os olhos com frequência, procurar adaptações à leitura com movimentos da cabeça.

Por ser uma disfunção da percepção e não diretamente ligada aos olhos se relaciona com à dificuldades na codificação e decodificação dos símbolos visuais pelo sistema nervoso central. É possível estar em comorbidade com outras patologias como TDHA, dislexia, etc., porém, não pode ser confundida.

O diagnóstico é multidisciplinar apresentado por oftalmologista,  psicopedagogo, psicólogo, neuropsicólogo, neurologista, fonoaudiólogo que realizarão diversos testes afim de o realizar de maneira diferenciada e correta. Entre os testes está o questionário de auto-teste. São perguntas simples que auxiliam o paciente a identificar possíveis sintomas da síndrome.


01. Você salta palavras ou linhas quando lê?

02. Você relê palavras ou linhas?

03. Ao ler um texto, você perde a parte onde estava?

04. Você se "desliga" do que está lendo com frequência?

05. Quando está lendo, precisa fazer intervalos?

06. Você sente que a leitura fica mais difícil na medida em que você lê?

07. Você fica com dor de cabeça quando lê?

08. Quando você lê, seus olhos ficam ardendo, com sensação de areia ou lacrimejando?

09. Ler o(a) deixa cansado (a)?

10. Você pisca, aperta os olhos ou franze a testa ao ler?

11.Você prefere ler em ambiente menos iluminados?

12.Você lê a página muito perto dos olhos?

13. Você usa o dedo ou um objeto para ir marcando onde está no texto enquanto está lendo?

14. Você fica agitado, hiperativo ou mexe muito quando lê?

  A partir de 3 respostas positivas, é importante procurar os profissionais para uma avaliação mais completa.

Existem maneiras de amenizar o sofrimento do portador da síndrome através das áreas do conhecimento apresentadas anteriormente e que se inclui o Método de Irlen. Consiste em uma abordagem de adaptação ao ambiente do paciente com materiais próprios.

  • uso de Overlays - lâminas de sobreposição. Proporciona conforto, nitidez, estabilidade e fluência na leitura.
  • Filtros em óculos ou lentes de contato (prescrita pelo oftalmologista)


De qualquer maneira, é imprescindível a avaliação completa e correta para um tratamento eficaz, além do esclarecimento e tolerância das pessoas que acompanham o paciente!



Fonte:
http://bluelogs.net/drexplica/artigos/visao-aprendizagem-e-a-sindrome-de-irlen/
www.guiameubebe.com.br

http://irlenbrasil.com.br/






segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Relação Professor/ Aluno



Aproveitando a comemoração do dia destes profissionais tão importantes na educação de todo ser humano, apresento uma reflexão acerca dos entraves e facilidades entre o professor e o aluno.

Ao pensarmos na teorias educacionais existentes, percebemos que temos alguns eixos para uma boa relação:

  • Paulo Freire e o diálogo (a interação é o ponto principal para se chegar ao conhecimento);
  • Vygostky e o professor/mediador (início de uma aprendizagem significativa e não imediatista/decorativa );
  • Piaget e o professor/encorajador (observação do aluno a partir de vários aspectos para saber a melhor maneira de incentivá-lo a aprender)
Entre outros...

Os cursos de licenciatura estão cada vez mais escassos pelo fato da profissão estar pouco valorizada tendo-se a consciência de que não falta trabalho (e como!)

Porém, acredito que, como todas as profissões, deve-se trabalhar no que gosta e se dedicar de forma integral, pois as adversidades estão presentes em todos os postos de trabalho existentes, cabe a nós aprendermos a lidar com elas.

O que você acha do próprio profissional da educação não acreditar nela? Que tal pararmos de tentar buscar no outro a justificativa pelo fracasso escolar? Será que existe justificativa ou estamos perdendo tempo em tentar encontrá-la?

De tantas obrigações que o professor tem a cumprir a primordial é a interação com seu aluno, tentar trazê-lo ao mundo do conhecimento e, se somente um décimo deles compreender a mensagem, será válido seu esforço. Não tente abraçar o planeta com braços tão pequenos. União e não competição.

Vamos deixar os mecanismos de defesa um pouco de lado e tentarmos compreender a dinâmica do aprendizado com atualizações constantes. O professor não deve parar de estudar nunca!

Pense nisso...


15 DE OUTUBRO DE 2012



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Identidade virtual: características nas páginas socais

http://interempresarial.blogspot.com.br


Você já parou para pensar nas características dos seus amigos nas páginas sociais? É interessante observar como as postagens dizem muito sobre a pessoa. 

Surgem papos do tipo: 
      "-A minha amiga só posta coisas de religião, dá pra saber que é ela só por isso."
      "- Meu primo só posta notícias."
      " -A fulana adora postar artigos de erros ortográficos." 
      " Se eu quero saber coisas de psicologia é só entrar na página da Zaira."

E assim por diante...
Durante uma conversa com amigos, surgiu o assunto sobre a identidade das pessoas nas páginas sociais, então resolvi escrever.

O objetivo das redes sociais é justamente promover encontros (mesmo que virtuais) de compartilhamento de interesses mútuos.

Já é sabido o quanto as páginas sociais divulgam informações pessoais e como devemos tomar cuidado com isso, não é?
Mas, o que me chamou a atenção foi a opção dos que leem em selecionar os assuntos que mais o interessam, além de muitos acreditarem ser possível recriminar e determinar  o que os outros postam de maneira até grosseira. Assim como em outra postagem deste blog "Relacionamentos e redes sociais".

A ideia destas redes é bem mais antiga do que se pensa e não está atrelada somente à internet! Os homens pré-históricos, ao se reunir ao redor da fogueira já era um início de rede social. Porém, com a vinda da tão presente internet em meados da década de 90 (séc.XX), surgiu-se a necessidade de comunicação mais rápida e os e-mails faziam este papel.
Com a velocidade de informações cada vez mais intensa, surgiram as mensagens instantâneas e a ampliação das amizades a partir das já existentes.

As mídias sociais são apenas ferramentas que proporcionam as interações sociais. É importante pensar que para se ter um efeito positivo nas mídias é necessário que se interaja e não apenas participe. A diferença está nas conversas e discussões atribuídas a um determinado assunto de maneira efetiva e não somente observatória.

Mas... voltando às características de cada perfil, podemos concluir que é saudável compartilhar suas opiniões desde que o bom senso esteja presente de forma a agregar conhecimentos acerca do outro e vice-versa.
Além de se poder compreender as preferências das pessoas que lhe interessam.

Gostou? Então, que tal compartilhar estas informações na sua página social?









quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Brincadeiras inocentes ou bullying?











 Como fazer para diferenciar simples brincadeiras infantis ou no ambiente de trabalho de algo tão sério como o Bullying?

Antes de qualquer coisa, vamos definir a palavra e fazer algumas diferenciações sobre preconceito, discriminação e racismo apesar de estarem bem relacionados.

Bullying vem da palavra em inglês bully tendo várias interpretações como nos verbos intimidar, ameaçar, oprimir; nos substantivos valentão, tirano ou mesmo no adjetivo famoso. 
A terminação ing, não tem significado específico neste caso, mas podemos entender como a ação de oprimir, discriminar, violentar ou humilhar o outro em situação de poder. 

Estes atos podem estar relacionados à parte física ou psicológica, pessoalmente ou virtualmente, tendo repercussões danosas em todas as situações.

Tipos de bullying

  • físico: qualquer violência corporal com o único objetivo de humilhar, oprimir ou se divertir.
  • verbal: palavras, apelidos ou expressões ofensivas em relação às situações ou partes do corpo com o mesmo objetivo anterior.
  • intimidação: agressão ou exclusão para se obter algum benefício de maneira que se mantenha o anonimato. É a forma mais difícil de se identificar.
  • cyberbullying: forma de bullying através das páginas virtuais ou telefone, intimidando, agredindo sem necessariamente, ser identificado.
  • workplace bullying: assédio moral no ambiente de trabalho provocado por chefes, colegas ou mesmo por subordinados e abrange também os outros tipos acima citados.

De maneira geral, o opressor se sente mais importante, querendo demonstrar poder e prazer ao realizar tais atos aos outros. Porém, na maioria das vezes, é também ele quem precisa de ajuda, pois não está sabendo lidar com situações pessoais já passadas e assim, projeta no outro como forma de aliviar as próprias tensões. Pode também ter a concepção de que para conseguir respeito e prestígio precisa fazer isso, banalizando o ocorrido.

Os outros conceitos também tem certa ligação com a citação acima. Então vamos entendê-los...

O preconceito se refere a uma concepção antecipada de algo que não se conhece ou não se quer conhecer.
Quando há o conhecimento sobre determinado assunto ou pessoa com base em argumentos ínfimos e mesmo assim não o quer manter por perto, temos a discriminação. 
Já o racismo está relacionado à raça ou a cor do objeto, animal ou pessoa.

Como já citei, todos podem acontecer ao mesmo tempo e, até sem que o indivíduo que o faz perceba, age por impulso, forma de educação que recebeu ou por não ter refletido sobre o assunto.

É por este motivo que se faz tão necessário que as pessoas conversem acerca do tema, ouçam opiniões diferentes, criem o próprio senso crítico para assim, terem a consciência do que estão fazendo e não terem a desculpa de que não sabiam.

Alguns comportamentos são observados frequentemente em pessoas que estão sofrendo estes tipos de atos:

  • comportamentos muito diferentes do apresentado pela pessoa normalmente (isolamento ou agressividade).
  • enurese noturna (urinar).
  • medo inexplicável, principalmente no ambiente que a situação se passa,
  • hematomas sem explicação e quando questionada, a pessoa desconversa ou fica com vergonha.
  • queda no rendimento escolar ou profissional.
  • apresenta sintomas físicos como dor de cabeça, estomacal, prisão de ventre ou diarreia, sudorese.
Agora, tem um ponto delicado e que muitos não levam em consideração: como lidar com uma pessoa próxima (filho, amigo, irmão, genitor, etc.) que pratica o bullying?
  • Demonstrar apoio com amor de forma a ajudar e não como omissão do problema.
  • Conversar sinceramente sobre os reais motivos para que ela pratique isso.
  • Analisar a idade da pessoa e procurar a linguagem adequada.
  • Mostrar limites claros e as consequências sérias dos atos praticados. 
  • Ter a consciência de que violência não é sinônimo de liderança.
  • Procurar lugares de voluntariado para demonstrar quanto prazer se tem em ajudar o próximo.
  • Procurar ajuda profissional caso não seja possível lidar sozinho.
O mais importante é analisar a situação, conversar com as pessoas envolvidas no problema (escola, empresa, etc.) e buscar soluções em conjunto. 

Não fique sozinho nessa!


Tem algo a acrescentar? Deixe seu comentário! Este assunto não se esgota...