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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Remédio: o poder da cura?

Em minha experiência profissional venho percebendo os dois lados do uso das medicações para tratamento psicológico, seja para depressão, ansiedade, hiperatividade, síndrome do pânico, transtorno opositor, etc.



De um lado, o "pé atrás" das pessoas em ficar tomando remédio indiscriminadamente e, muitas vezes, se tornar depende ao ponto de não se ter mais efeito significativo.

Do outro lado, aqueles que se apoiam na medicação como única fonte de tratamento e cura, surgindo a velha frase: "Ele não está tomando o remédio que o médico mandou? Por isso está dando trabalho!"

Historicamente, o remédio surgiu a partir da plantas com as civilizações mais antigas e com o estudo aprofundado de um químico chamado Philippus Theophratus Bombastus de Hohenheim, mais conhecido como Paracelsus (1493). Este último afirmava que a diferença entre o veneno e o remédio é a dosagem.
“O problema é que venenos e medicamentos são quase sempre integrados num mesmo corpo químico, sendo apenas a dosagem o que iria determinar um ou outro efeito dessas duas propriedades misteriosamente unidas”

Ao refletirmos acerca dos objetivos primordiais da medicação para tratar aspectos mentais e psicológicos, podemos perceber que são indicados para aliviar sintomas. Mas, e como ficam as causas dos conflitos ou como lidar com eles?

Aí que entra a psicoterapia! 

Quando se indica uma avaliação médica, o trabalho deve ser multidisciplinar, ou seja, vários profissionais estudam o caso para realizar um tratamento adequado, cada um com a sua especialidade.

A contribuição da medicação está em dar auxílio ao tratamento por completo e não como base única. Se não houver compreensão dos processos conflituosos e mudanças de comportamento, dificilmente o paciente aprenderá a lidar com estes conflitos. É o mesmo que tomar remédio para emagrecer e não mudar os hábitos alimentares, nada resolve.

Assim, concluímos que a função do remédio nestes casos, funciona como estímulo para o tratamento. Faça a sua parte!

Que tal deixar a sua contribuição opinando sobre o assunto? 
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